Comercialização de Caminhões Seguirá em Baixa

Devido à baixa atividade econômica do país, e por conta da hesitação de empresários do setor automotivo e de transporte, a comercialização de caminhões seguirá em queda até o inicio de 2015. Esta é a previsão realizada pelas maiores montadoras do mercado, como a Volkswagen e Ford. As vendas de caminhões novos no país acumulou uma queda acentuada de mais de 14% nos últimos meses. O que parece pouco aos olhos de quem não é do ramo, é um número bastante assustador, já que sem a fabricação de novos modelos, haverá perda de mercado, de postos de trabalho, lucratividade e geração de renda.

 

As vendas de caminhões são altamente relevantes no contexto brasileiro, já que se trata de um indicativo de crescimento do país e de vários setores como o de transporte. Os caminhões integram os bens de mercado e de capital, assim como diversas máquinas e equipamentos para setores como o de energia e agropecuária.

 

A queda no número de emplacamento não se restringiu ao de caminhões, ele se estende a baixa nas vendas de carros e motos no mesmo período. As justificativas para a queda no setor vão desde a insegurança dos investidores ao baixo crescimento da área de transporte o que não pode ser tomado como uma verdade. Outro fato que desequilibrou a comercialização de caminhões foi o atraso do BNDS em oficializar o programa de investimentos, o qual iria ajudar pequenas, médias e grandes transportadoras na compra de caminhões novos.

 

A produção também caiu, em virtude deste cenário. Os modelos leves caíram em produção cerca de 4%, enquanto os pesados e os semipesados tiveram uma ligeira elevação de 2% entre produção e venda, o que não chega a ser significativo para o mercado. Além disso, houve ainda um sobe e desce no ranking: a Scania perdeu o título de fabricante do modelo mais vendido entre todas as divisões de peso; o pesado R440 liderou os emplacamentos entre os caminhões; o semi-pesado VW Constellation ficou em terceiro lugar. Já o  VW Delivery, lançado em 2012, passou a marcar presença na lista dos dez leves mais vendidos já na quinta posição, com 1.551 unidades.

 

A expectativa é que o setor de caminhões no Brasil registre uma diminuição de 15% nos emplacamentos no próximo ano, em particular se comparado com os anos anteriores. O mercado possui grande demanda, mas falta muita infraestrutura, segundo as montadoras.