Como Anda o Mercado de Carros

Paciência. Muita paciência. Essa tem sido a palavra de ordem de diversas montadoras espalhadas pelo mundo a fora. O mercado vem perdendo cada vez mais espeço, e mesmo os segmentos que se mantinham em alta, vem sofrendo consequências de resquícios de crises internacionais, como o mercado de carros importados aqui no Brasil. Se por um lado, a venda de automóveis populares ganhou força nos últimos anos, devido a todos os incentivos promovidos pelos governos, o mercado de importados sofre pelo terceiro ano consecutivo, perdendo consideravelmente as vendas.

 

Os números para os leigos podem não corresponder a esta afirmativa. Dados mostram que 96.578 unidades foram emplacadas, as importadoras associadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores fecham 2014 com queda de 14,3% em relação a 2013, quando foram vendidas 112.649 unidades. O resultado é o pior dos últimos três anos.

 

O ano de 2014 foi muito instável, por conta de grandes eventos que aconteceram aqui no Brasil, especialmente porque a Copa aconteceu  e após veio o período de férias. O que já diminui a comercialização e atrapalha todo o planejamento anual. Mesmo no mês de dezembro com a vendas em alta, isto não foi capaz de dar uma melhorada nos índices e no resultado final.

 

Os importados trazidos pelas 28 marcas que não têm fábrica no Brasil representaram em 2014 3,4% das vendas de carros e comerciais leves (3.329.052), a menor participação dos últimos três anos.

 

E não é apenas o mercado de importados que anda mal das pernas. Ao todo, no mundo inteiro, foram demitidos mais de 18.000 funcionários de todas as montadoras do mundo. Aqui no Brasil, um acordo feito entre montadoras e sindicatos automobilísticos, ainda em 2010, garantia uma não demissão de funcionários nos anos que viriam. Mas isto não se cumpriu mediante o cenário fraco de vendas de 2014. A perspectiva é de que ou sejam revistos os direitos trabalhistas, como a redução de carga horária e salários, ou mais colaboradores vão perder seus posto.

 

A indicação do sindicato é para que os funcionários façam greves e somente voltem a trabalhar depois de refeitos os acordos, isto em uma montadora importante de São Bernardo do Campo, que detinha uma das maiores fatias de venda do mercado automobilístico no país. Mas, como ela tem perdido posto para outras montadores, e outros modelos de carros, não há uma previsão de que os trabalhos voltem à normalidade por lá.