Como Entender e Cuidar do Motor de Arranque do Seu Carro

É muito comum ouvir falar por aí que o “carro está com problemas no motor de arranque”. Embora a tecnologia esteja a todo o vapor por aí em carros espalhados pelo país e mundo, não se trata de nada fora do comum ou, melhor explicando, algo que não tenha em qualquer carro. Trata-se de um motor elétrico, cuja função é garantir condições para que o carro, após a partida, possa funcionar de forma autônoma.

O motor de arranque funciona da seguinte maneira, é este motor que transforma energia elétrica do carro, que é acionada no momento da partida, em energia mecânica, produzindo o movimento de rotação necessário para garantir o torque inicial. É esta a energia que “vence” o atrito interno do motor para produzir a combustão. Caso o motor esteja frio, o atrito entre as peças torna-se maior ainda, por conta do atrito entre diversas partes: pistão, biela, árvore de manivelas, mancais, viscosidade do óleo, e a temperatura do motor.  A partir daí há uma corrente contínua, para a impulsão da rotação livre, e nesse momento, o carro passa a funcionar.

Este importante item em sua parte interna é formado por uma por uma carcaça de aço em formado cilíndrico, com mancais nas extremidades ligados a um conjunto de lâminas cilíndricas, as quais giram e apresentam várias ranhuras axiais. No mancal há também uma porta – escova, as quais são tencionadas por molas coletoras do induzido, transmitindo corrente elétrica. Já na parte externa, conhecida como mancal, há o pinhão, empurrado por um garfo, ligado ao comando da chave magnética.

Manutenção do motor de arranque deverá ser realizada sempre para que o bom funcionamento do carro se mantenha. Em especial em veículos novos, o motor de arranque não costuma apresentar nenhum dano ou problema, já que se trata de um mecanismo que funciona apenas para dar a partida inicial do motor e não tem um outro funcionamento. Contudo, ele costuma consumir muita bateria em sua inicialização, por isso alguns cuidados devem sempre ser tomados para que não haja o desgaste da bateria. Não se deve, por exemplo, forçar a chave do carro na ignição, tentando fazê-lo pegar, já que este tipo de procedimento gera um superaquecimento a queima do induzido, bem como de seu campo.

Outra dica: não se deve acionar a chave quando o motor já estiver ligado, uma vez que o procedimento gerará alta rotação, provocando danos para todo o conjunto de peças que constituem o motor de arranque.