Fusão Entre Nissan e Renault Acaba Entrando em Um Impasse

Fusões entre grandes empresas que atuam no mesmo setor não é uma grande novidade para o mercado. Mas, em determinados casos, juntar duas companhias multinacionais pode não ser uma tarefa nada fácil, ainda mais quando importantes representantes da classe política do país onde estas empresas nasceram acabam se colocando contra.

Esta é parta da situação que está sendo vivida pela Nissan e também pela Renault. Neste final de semana, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou no último domingo que o governo francês não possui interesse nenhum que exista uma fusão entre as Renault e a Nissan, duas das maiores marcas de carros do planeta.

A declaração foi dada durante uma entrevista que o primeiro ministro concedeu para uma emissora de televisão francesa. E a fala do representante do governo acaba tendo um impacto realmente grande nas movimentações dos negócios, uma vez que o governo Francês é um dos acionistas, sendo que o governo da França conta com 43,4% do controle acionário da Nissan.

“O Estado está desempenhando plenamente o seu papel de acionista… E, ao mesmo tempo, nós confiamos plenamente nos gestores da Nissan e Renault em um diálogo que é normal”, disse Valls.

Nas últimas semanas uma série de notícias acabaram surgindo na imprensa econômica mundial, falando justamente de todas as movimentações que estão sendo feitas com o objetivo de unificar a operação das duas empresas. A Reuters informou que o ministro francês da economia, Emmanuel Macron, tem pressionado Ghosn a efetuar a fusão sob termos propostos pelo governo, que aumentou sua fatia na Renault para 19,7% em abril, assegurando mais direitos de voto.

Já a Nissan teria realizado uma série de propostas confidenciais com o objetivo de aumentar sua participação na parceira francesa. Nas próximas semanas o assunto deverá avançar.