Hornet Se Aposenta e Novas Nakeds Aparecem II

CB 650F e CBR 650F são aposta da Honda para motos de alta cilindrada, num momento em que todas as montadoras investem em motos mais potentes. Os novos modelos foram pensados para suprir uma lacuna no mercado deixada pela Hornet 600, que desde o segundo semestre de 2014 deixou de ser produzida. A Honda então trouxe a  CB 650 F para tentar ocupar o lugar de destaque da Hornet. A CB 650 F chegou com um aumento de cilindradas, mesmo assim, com menos 15 cavalos de potência em relação à Hornet. Trata-se de uma moto muito semelhante à Yamaha XJ6 , que agora passou a ser sua concorrente direta. A CB 650 F já está disponível no mercado desde novembro de 2014.

Mas engana-se que acredita que a Honda aproveitou algo da Hornet em sua nova produção. Ao que tudo indica, nem mesmo um parafuso foi sequer aproveitado na linha de produção. O engenheiro responsável pelo projeto afirmou que havia um desejo de atender a uma nova necessidade do mercado, mais moderno e que estivesse dentro da nova legislação ambiental.

 

Considerada uma prima menos famosa da Hornet, a CBR 600F também está sendo retirada de linha. A montadora japonesa, para tanto, foi prática na substituição: criaram a CBR 650F, uma esportiva que usa toda a base da CB 650F, diferentemente do que aconteceu com a Hornet 600, substituída pela CB 650 F, que é outra moto.

 

Tanto motor, quanto suspensão são praticamente iguais. Algumas diferenças aparecem na presença de semiguidão e de carenagens na esportiva. As cores usadas para a carroceria da moto são as cores branca e vermelha; e os preços sugeridos ficam entre R$ 30,7 mil e R$ 32,9 mil(esta última com freios ABS).

 

Outra motocicleta que está saindo de linha e provocou clamores entre os mais aficionados é a Hornet 600 sem carenagem. Ícone do mercado brasileiro a Hornet 600 foi lançada em 2004, e segundo a própria montadora, os motivos para a retirada de linha, basicamente são os não atendimentos a nova legislação de controle à poluição, tanto da Europa quanto do Brasil, onde a moto vende mais. A ideia seria aplicada somente nos próximos anos, o adiantamento da decisão pesou mais por conta dos altos valores de seguros dessas motos, que por conta de altas taxas de furto e roubo, praticamente duplicaram, além de ocasionarem a redução brusca nas vendas.

 

A moto possuía muita cilindrada e muita potência para mercados que já não podem ser atendidos por tais características. Em 2015, elas não serão mais vistas em lojas oficiais para revenda.