O Que é Melhor, Comprar um Carro Novo ou Usado?

Todos sabem que o brasileiro, em particular, é apaixonado por carros. Desde a sua popularização e fabricação em larga escala, com Henry Ford, os veículos automotivos são, mais do que sinônimo de modernidade – são a simbologia mais marcante de alavancada social. Isto não é à toa. Para ter um veículo, é fundamental que se tenha capital, e em economias emergentes, como a do Brasil, isto valoriza qualquer um que deseja mostrar a sua ascensão social.

Mas os especialistas alertam para alguns perigos que adquirir ou ter um carro podem acarretar no orçamento – tão corriqueiramente mal planejado dos brasileiros, principalmente com tantos incentivos oferecidos pelo mercado e pelo governo, para movimentar a comercialização dos automotivos.

A indústria automobilística é, sem sombra de dúvidas, uma das que mais possui força junto ao governo. Como ela gera muitos empregos, diretos e indiretos, em épocas de baixas nas vendas, a pressão é grande por parte das montadoras para que incentivos fiscais – como a redução do IPI – seja mantido, para que o mercado das vendas seja aquecido. O cliente acaba sendo atraído pela possibilidade de trocar seu carro usado, por um mais moderno, ou até mesmo para adquirir o primeiro de sua vida.

Acontece que no momento de fazer a transação comercial, é importante levar em conta fatores que nem sempre, à luz da emoção, são considerados. Um carro gera despesas, além de ser um bem durável que, diferente da casa própria, tem uma depreciação anual. E que ainda pode ser afetada, segundo as leis do mercado.

É nesse momento que algumas avaliações precisam ser feitas com muita clareza. O que é melhor para a ocasião, já que a aquisição do novo bem não poderá esperar? Adquirir um novo, ou um usado?

As considerações, ao contrário do que muitos pensam, podem ser mais fáceis do que se imagina. Se o carro será financiado, em mais de 36 meses, o ideal é esperar mesmo para ter uma entrada significativa – lembrando que há variáveis, não somente a prestação do automóvel a ser incluída no orçamento mensal. Mesmo sendo um carro novo, que não apresentará a necessidade de grandes manutenções, elas existem e podem não ser tão “baratas”. Comprar um novo, apenas para aproveitar redução de taxas ou liquidações não é uma boa escolha.

Hoje, o que tem se mostrado altamente vantajoso, é a aquisição de automóveis usados, com no máximo dois ou três anos de uso. Eles costumam estar “novos”, com baixa quilometragem, trazem já opcionais que encareceriam a compra de um zero. Então, vale a pena bater perna e procurar um carro com estas características. E, de preferência, comprá-lo à vista.